sexta-feira, 11 de março de 2011

"Tarde triste no Campo Pequeno"


A vida não é só alegrias... Há mesmo tempos de festa que podem acabar em tristeza e isso verifica-se quando menos se espera, quer no pacato dia a dia, quer, quando mais se espera, em grande parte das chamadas actividades radicais, igualmente na Festa Brava que, de certo modo, é uma delas. Desafiar a Morte querendo muito, porém, continuar-se vivo é, por certo, a mais antiga e profunda manifestação de afirmação de superioridade humana, bem se sabendo que, num momento, a glória de vencer pode transformar-se na glória de perder... do riso ao choro, da Vida à Morte, é ténue a fronteira, esse risco inscrito no mapa de cada um, que alguns gostam de pisar desafiando o Destino... Acontece perder! Acontece todos os dias mesmo aos mais discretos... Certo é que não se foge à lei da Vida e, por isso, a Dona Morte acaba sempre por vencer. Dessa desventura sofrida diariamente no palco da Vida, já tem o Campo Pequeno sido arena escolhida. A uma dessas desditas se refere a notícia da colhida de Fernando de Oliveira, em 1904, e igualmente o tema que Lenita Gentil interpreta e que sempre me recorda e provavelmente se referirá à colhida brutal e fatal do jovem Quim Zé (Joaquim José Correia) que, nesse dia, festejava o seu 21º aniversário e toureava no Campo Pequeno num festival a favor do Orfanato Escola Santa Isabel.
"Chora a saudade, meu coração"


(I.P.)

terça-feira, 8 de março de 2011

A TOURADA DO DIA 6





I.P.
Embora não costume comentar estes belíssimos documentos históricos, já de si tão ricos, creio que valerá a pena lembrar o acontecimento que motivou esta Corrida de beneficência - o terramoto de 23 de Abril de 1909, que se fez sentir em todo o país e que arrasou parte do Ribatejo.
Como de costume, aos necessitados, não se fez esperar a ajuda dos Homens da Festa Brava.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A tourada em favor dos feridos





I.P.

As touradas para ajudar estes e aqueles, uma e outra causas, tinham alguma frequência e, ainda hoje, não se perdeu de todo essa benemérita faceta do espectáculo tauromáquico, embora me pareça que, como em tudo o resto, há presentemente um espírito muito mais comercial, melhor dizendo, empresarial... Honrosa excepção para os Forcados que esses, tanto quanto sei, serão dos únicos a quem apenas move o amor à Arte e a outros maiores Valores, que, Deus seja louvado, o Banco de Portugal não contabiliza...